Comer a cada 2 horas e ingerir líquidos é essencial, diz preparador físico. Sexteto mexicano toca em Fortaleza, Porto Alegre, Rio, SP e Brasília.
O grupo mexicano RBD se despede dos fãs.
Antes de levar milhares de fãs às casas de shows pelo Brasil, o RBD, que chega ao país nesta terça-feira (25), já leva centenas de adolescentes a filas intermináveis em acampamentos ao redor dos locais das apresentações. Diante da oportunidade de ver os seus ídolos bem de perto, quase nada importa - quem se lembra de comer a cada duas horas ou ingerir líquidos com a freqüência necessária?
Para garantir que os fãs sobrevivam até o momento em que o sexteto mexicano deixar o palco, depois do último bis, em sua "turnê do adeus", é importante seguir algumas dicas simples. Hidratar-se, levar boné, capa de chuva e usar protetor solar está entre os conselhos do preparador físico Marcos Paulo Reis, de São Paulo.
"Antes do show, a emoção vai aumentando e ele esquece que não comeu, não dormiu direito, e isso pode gerar problemas de pressão, freqüência cardíaca", explica. "Todos os elementos para ter uma hipoglicemia, um problema na parte intestinal ou uma desidratação. Tudo isso, quando não é bem tratado, pode se tornar muito grave. Quem está mais preparado fisicamente agüenta mais tempo."
Quando estiver na fila, segundo o preparador, é importante que o fã alterne as posições, fique em pé e sentado, alongue as pernas e se hidrate com água e sucos. "É recomendável tomar dois litros de água ou suco ao longo do dia e comer alimentos de fácil digestão, como carboidratos, cereais, frutas, a cada duas horas", ensina. (A primeira versão desta reportagem errou ao informar que o volume de ingestão de líquidos necessário era de 700 ml por hora). "Não é indicado comer um feijão preto, por exemplo, porque o fã vai ficar suando, vai se dar mal."
"É importante também usar roupas e tênis confortáveis. E não beber, porque a chance de desidratação aumenta muito quando você ingere álcool", diz Reis.
Dá pra gritar mais baixo?
Na hora do show, quanto mais alto o som, mais alto você vai falar (e gritar). Mas, como o aparelho fonador dos adolescentes ainda está em formação, é bom não abusar.
Especialistas em áudio-comunicação recomendam ficar atento aos sinais de desgaste. Para evitar problemas nas cordas vocais, vale ficar ligado a sensações de cansaço ao falar, aperto na garganta e rouquidão.
Se algo do tipo acontecer no meio do show, vale dar um tempo para a voz e aproveitar para ingerir muito líquido - mas sem gelo.
Enquanto fãs se despedem, outros pedem turnê solo de integrante. Banda volta ao Brasil em dezembro e adia o adeus final dos fãs.
Liê Inoue segura faixa que pede turnê mundial da cantora Anahi, do RBD.
"RBD, não pára não, se não São Paulo vai morrer do coração!" - nem todo mundo levava tão ao pé da letra um dos gritos de guerra de parte dos 15 mil fãs da banda pop mexicana RBD que se reuniam na Arena Skol, no Anhembi, em São Paulo. Esse era o caso de Liê Inoue, do fã-clube Cariño Mio, que carregava durante a tarde uma faixa amarrada em balões de gás hélio onde estava escrito "Anahi World Tour" ("Turnê mundal da Anahi", em inglês): "Já que a banda vai acabar, queremos a Anahi aqui novamente", explicou Liê.
Os fã clubes são presença constante do lado de fora. Apesar dos portões das principais áreas da platéia do show já estarem abertos às 16h, eles circulavam no mesmo horário em volta da entrada reservada à produção e promoções, tentando chegar por ali ao camarim para conhecer seus ídolos.
Membros do Fã Clube Oficial Christian Chávez Brasil.
Ou ídolo, no caso de fã-clubes específicos, como o Fã Clube Oficial Christian Chávez Brasil, fundado em 2006 por Bruna Endo. Preocupada com o fato do cantor ser o único sem fã-clube, a estudante criou o grupo para homenagear o cantor que se assumiu homossexual em 2007. Segundo os fãs, ele é um "exemplo de vida", tem um "brilho próprio, e é admirado pela sua "sinceridade" e por ser o membro "mais divertido" do grupo.
A resposta não é diferente para Janaína Skorie. O que muda é o ídolo - no caso dela, a loira Anahi, presente em sua camiseta, onde se lia "Anahi World Brasil". "Cada um dos membros tem suas características, mas a Anahi tem seu brilho próprio", diz, complementando a predileção com o fato da cantora ser muito "alegre e carinhosa".
Camarim
Não é só o fim da banda, anunciado em agosto juntamente com sua turnê de despedida, responsável pelo fenômeno dos múltiplos fã-clubes. Segundo Natusa de Oliveira, fã veterana da banda (já foi a quatro shows do RBD), "as pessoas criam seus fã-clubes para tentar entrar no camarim", estratégia que parecia verdadeira diante do número de pessoas tentando saber se seu nome estaria numa das listas que permitiam o encontro "oficial" com a banda nos bastidores.
Nem todos que foram ao show se dividiam entre membros de fã-clubes individuais ou estavam no coro de "inseparáveis" que tenta a todo custo manter a banda unida - com direito a passeata na Avenida Paulista. Larissa Pereira Rossi, 13, é autora de uma carta com mais de 1.800 folhas de caderno, que trazia enrolada debaixo do braço com a ajuda das amigas. Na carta, além de escrever inúmeras vezes "RBD, eu te amo" em espanhol, Larissa também deixou um recado importante: "Não é porque eles vão terminar que nós vamos esquecer deles".
Negócios
Tanto dentro do Anhembi quanto circulando fora do show, havia gente que não estava tão preocupada com o fim do grupo. Um cambista, que não quis se identificar, passava os preços do show: "Pista é R$ 100, mas só se você comprar dois. Ingressos para o setor A estão esgotados, mas a gente pode achar um para você", disse ele, que também está esperando tirar um bom dinheiro nos shows da cantora norte-americana Madonna na cidade: "já tem alguns dias de show com ingressos esgotados, é melhor para vender", explica. Mas, para ele, bom mesmo para os negócios é o GP de Fórmula 1 em Interlagos - " Lá dá para vender ingresso por R$ 1.700. Com o pessoal que investe na gente para comprar entradas antecipadas, dá para fazer um bom mês".
Mais ocupado com os negócios do que com o fim do RBD também estava Roberto Fausto da Silva, ambulante que vendia gravatas (R$ 10 cada), tiaras (R$ 20), faixas para a cabeça (R$ 5) e bandeiras (R$ 20). Silva considerou o movimento razoável, e também esperava ganhar mais dinheiro com os shows de Madonna. Lucrando entre R$ 200 e R$ 400 num bom dia de vendas, Silva vive mesmo de bicos, como reparos e pintura de casas.
Quem contradiz a opinião de que os negócios estavam abaixo da média é Sidney Fontes, 50, que coordena a equipe que vende tiaras luminosas (R$ 10) e binóculos (R$ 10). No primeiro momento, com medo de concorrência, Fontes diz que as vendas estão fracas, mas quando vê que a conversa é com a imprensa, muda de discurso: " Vou te dizer a verdade: estamos vendendo muito bem".
Fontes é um veterano, já trabalhou no Hollywood Rock e no Rock in Rio - além das três turnês do RBD no Brasil. Dono de seis lan houses, Fontes aproveita os shows para complementar a renda - "tem dias que eu nem quero vir, mas o pessoal da Mondo [produtora dos shows] gosta de alguém que já conhece o esquema, e eu acabo montando uma equipe".
As mães, por sua vez, estão mais preocupadas com a segurança dos filhos, como é o caso de Sandra Gonçalvez, que estava do lado de fora do portão, vendo o show e esperando as três filhas. Coruja, levou as meninas ao Anhembi ainda de madrugada, e iria esperar até o final do show. Seu balanço sobre o fim do RBD foi bastante prático: "Elas estão muito bem no espahol na escola, é só nota alta".
Novos ídolos
Enquanto isso, alguns fãs vão seguindo em frente aos poucos, e descobrindo novos artistas. É o caso de um grupo de covers que circulava foda do Anhembi durante a tarde, reunindo membros do Celestial RBD Cover e do Nuevo RBD Cover. Além de fãs (se hospedaram no mesmo hotel que a banda durante a primeira turnê de 2008), eles também sobem no palco, tocando em bufês, escolas e desfiles - já fizeram shows até em Votuporanga, interior de São Paulo.
Memebros das bandas cover Nuevo RBD e Celestial RBD.
Mas Rafael Rodrigo dos Santos e Letícia dos Santos, integrantes do Nuevo RBD, já têm outros planos em mente, começando pela banda Friends, onde cantam músicas próprias. E seu novo projeto é um cover da banda cover da banda sueca Abba - mais especificamente, o musical "Mamma Mia". Segundo eles, a gravadora Universal autorizou o uso das canções do musical nos shows do novo cover.
Mas foi o próprio RBD que acabou adiando as discussões sobre o fim da banda quando Dulce Maria avisou no palco que eles voltariam para tocar em São Paulo no dia 9 de dezembro, dando uma segunda chance para os fãs de despedirem. E, quem sabe até lá, anunciarem suas turnês solo.
Pouco depois de passar por São Paulo, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro, o grupo volta à capital carioca para o última show no país da turnê de despedida.
Vivo Rio Rua Infante Dom Henrique, 85, Centro Informações: 0/xx/21/2272-2900 www.vivorio.com.br
OAMOR CORROMPEU MEU PEITO,ENCHENDO MEUS OLHOS DE LAGRIMAS,FAZENDO COM QUE A FELICIDADE SE DISTANCIASSE DE MIM ,AO ABIXAR MEU ROSTO,ESCUTEI ALGO,ALGO QUE TOCOU MEU CORAÇÃO,LASTIMANDO-SE A RAZÃO DA MINHA VIDA.FECHEI OS OLHOS PROCURANDO POR UM SONHO.HOOUVE VARIOS MAS NADA QUE CURASSE MINHA FERIDA,ENTÃO VI UMA LUZ,DELA ENCONTRI MINHA FÉ,A ESPERANÇA DE ENCORTRAR ASSIM UM FINAL FELIZ.
Os membros do RBD estão preocupados com o mal entendidos criados por alguns fãs, é preciso conhecer e compreender que o grupo viaja de cidade em cidade e recebe muitas cartas e presentes de seus fãs acarinhados.
Infelizmente não pode fazer tudo que eles querem porque de bagagens nos aeroportos, mas cada um tem as suas próprias casas milhares de recordações, cartas, desenhos, pinturas, brinquedos, animais empalhados e as coisas que retém muito amor por aquilo que muitos fãs ao redor mundo deles dons.
Mostre sua solidariedade e compreensão com outros fãs e publicar seu perfil na galeria de fotos do RBD onde você pode ver muitos dos seus dons que o grupo mantido em suas casas.